Um dia a casa cai!

Tá achando que é fácil, minha filha?!



Temos mesmo essa mania de fugir. De correr dos nossos problemas e, principalmente, dos nossos sentimentos.

E, pior, usando não só as saídas aparentemente mais fáceis mas também placebos como forma de curar dores e machucados.

É tão fácil! E, convenhamos, quem nunca?!

E, (in) conscientemente vamos guardando mágoas, traumas, confusões, perdas, dores e toda a sorte de sentimentos e sensações dentro dos mais diversos cômodos da nossa casa interior.

Enchemos caixas, armários, salas, e assim seguimos, jurando solenemente que tá tudo certo.

E por um tempo, isso realmente funciona. Afinal de contas, o que os olhos não vê, o coração não sente, não é assim?


Mas, tal qual aquelas casas dos programas do Hystory sobre acumuladores, um dia, essa casa lotada de bagulho, desaba.

Claro que antes da queda iminente, a casa deu sinais de que ia desabar mesmo: ruídos, raxaduras, afundamento do solo, algumas partes podres…sinais estes que foram devidamente ignorados e deixados de lado.

Mas a lei da gravidade é certa: vai cair.

E cai. Horrivelmente.

Às vezes é uma queda rápida e uniforme. Algumas vezes é aquela queda que parece durar dias com um cómodo sucumbindo de cada vez. 

Mas invariavelmente, uma hora ou outra, não importa o tamanho ou estilo da casa, ela vai acabar caindo de vez.

Certeza.


E é uma cena de horror. E dolorida para um caralho.

Que confusão! Qual a curva da vida que viramos para chegar nesse ponto?

Como foi que a situação chegou a este limite?

Agora, não só a casa está inteira aos pedaços, mas como as tralhas guardadas estão todas soltas por aí!

Então você se vê, de repente, no fundo do poço, divido espaço com a Samara, do O Chamado.


E agora?

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