Calma, cara!


E assim vão passando os dias.

Acabou a graça, nada mais tem cor, não sabemos o que fazer, só sentir e sentir e chorar e dormir e comer, às vezes nem isso.

A vida se resume em auto piedade e briga, seja briga interna ou no post do Facebook falando sobre política.

É um tal de jogar mágoas e ressentimentos na cara dos idiotas que te magoam, que são muitos.

Mas eles que se fodam. Que tudo se foda.

Esse meteoro tá demorando demais para chegar, inclusive.

Assim, decidimos que não queremos ninguém por perto e, mesmo clamando por afeto e amor, nos isolamos.

Até porque ninguém é obrigado a aguentar nossos mi-mi-mis. Sim, porque nessa guerra contra si mesmos, decidimos que todo esse sentimento não passa de fraqueza e mi-mi-mi.

Não é isso que dizem? Que depressão é coisa de gente fraca?

E dá-lhe culpa e auto sabotagem!

Mas mesmo assim, veja só que merda: aqueles aprendizados namastê ficam ali, tímidos, no fundo, pedindo baixinho para ter calma, para pararmos de lutar contra e só sentir. Para esperarnos pois uma hora, algo vai ter que fazer algum sentido.

No meio do desespero, algo ali no fundo te manda uma mensagem fraquinha dizendo que não temos controle de nada e que a culpa que constantemente nos jogamos é inútil. Não temos culpa do que sentimos. Não tem um botão que liga e desliga a raiva, por exemplo.

E resolvemos dar ouvidos a isso e esperar.

Meio que a contra gosto, mas também porque não temos muito mais o que fazer.

E ali, já quebrados e sem mais onde se segurar, imploramos por ajuda.

Qualquer ajuda. Ajuda a nossa crença, ao universo, ao E.T e até mesmo ao meteoro.

Vai que…

E assim segue.


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